domingo, 18 de março de 2012

"Os 28 poderosos da moda" / VALENTINO

 

Valentino, conhecido como o “Rei do Chic”, tornou-se ícone, um nome respeitado e adorado pelas mais chiques celebridades do planeta, e transformou a história da alta costura. O charme de suas criações encanta pela excelência e qualidade. A moda de Valentino seduziu e conquistou tanto celebridades como mulheres normais, e sua marca se tornou uma das mais elegantes e chiques do mundo.

 

 

 
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A história:
Valentino Clemente Ludovico Garavani nasceu no dia 11 de maio de 1932, já com a arte impressa em seu DNA e revelou-se um precoce talento. O menino de Voghera, pequena cidade entre Turim e Milão, ganhou esse nome em homenagem ao maior astro do cinema mudo do início daquele século - o também italiano Rodolfo Valentino - e adorava arquitetura, escultura e pintura, além de ser um competente desenhista. Por conta disso, complementou seus estudos matriculando-se em um curso de desenho de moda, no Instituto Santa Maria, em Milão. Mas aos 18 anos já estava em Paris, para onde foi com o objetivo de estudar na Câmara Sindical da Alta Costura (Chambre Syndicale de la Haute Couture). E, graças ao primeiro lugar em um concurso de estilismo, em 1952 conseguiu um emprego no ateliê de Jean Dessès e, dos cinco anos que lá passou, manteve os belos drapeados e as referências exóticas e muito bem elaboradas.

Coleção de alta-costura ( Verão) 2012:




















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Em 1957, se despede do mestre e segue o francês Guy Laroche, colega na maison Dessès, na abertura de seu ateliê próprio, para auxiliá-lo como estilista e também atuar na área comercial. Mas também decide se lançar na moda. Volta para a Itália, abre seu próprio estúdio em 1959, e, em 1961, apresenta a primeira coleção em Roma, no seu ateliê da Via Condotti, com um desfile de 120 modelos, apoiado financeiramente pelo pai. Foi um sucesso. Valentino ainda era um jovem criador em ascensão, mas, muito rapidamente, passou a ser considerado um mestre da costura italiana. A explicação para isso é que parece ter “nascido pronto”: diferentemente da maioria dos profissionais em começo de carreira, que está em busca de um estilo próprio e segue vários caminhos até engrenar, aos 20 anos, ele já tinha um talento amadurecido, com vestidos muito bem equilibrados e exatos nas proporções.


 




O ano era 1960, época de ouro. Em meio a essa efervescência cultural e de glamour, o jovem Valentino despontava no mundo da moda. Em Roma, por conta das filmagens de Cleópatra, a estrela norte-americana Elizabeth Taylor se encanta com o novo estilista e encomenda um vestido branco para a estréia mundial de Spartacus. Isso bastou para Valentino subir mais um degrau rumo á consagração: Taylor foi apenas a primeira de uma longa lista de estrelas, beldades, famosas e socialites que se tornaram suas clientes. Mal havia começado a carreira solo com a sua luxuosa alta costura, Valentino captou os movimentos do mercado e, na primeira metade dos anos 60, lançou a coleção de prêt-à-porter. Nessa mesma época, o então estudante de arquitetura que viria a ser seu parceiro e sócio por muitos anos, Giancarlo Grammetti, une-se a ele e passa a atuar como diretor comercial da grife, sendo responsável direto pela expansão internacional da marca que se iniciou nesta década.


Valentino PRÊT-À-PORTER: 
VALENTINO - T-SHIRT COUTUREVALENTINO - T-SHIRT COUTURE

 

 

 

 

 


 

 

VALENTINO - Day Dress 

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 



 

 

 

 

 


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No ano de 1968, lançou a coleção denominada Valentino’s White, onde o famoso “V” apareceu pela primeira vez. A próxima década tem início com o lançamento de sua coleção masculina e feminina “ready-to-wear” em 1972, além da inauguração de suas primeiras boutiques nas cidades de Roma e Milão. Em 1978 lançou seu primeiro perfume em noite de gala no teatro Champs Elisées na cidade de Paris. 

 


Além de ter conquistado a exigente clientela com seu glamour, Valentino também as fascinou com suas frases marcantes, como “o vermelho é o meu preto”. Jacqueline, por exemplo, era uma discípula tão “obediente” que se casou com o armador grego Aristóteles Onassis usando um vestido vermelho curto e moderníssimo. Por causa do pedido de Jackie, Valentino estourou no mundo fashion, em 1968. Na semana seguinte ao casamento, ele recebeu mais de 60 pedidos de noiva. O anúncio do estilista causou tristeza no mundo inteiro, já que os famosos ficaram órfãos dos croquis do italiano - de seus bordados sofisticados, drapeados e plissados perfeitos para vestir as milionárias americanas, condessas italianas e toda Hollywood, sua clientela fiel. Sua única frustração é não ter vestido a rainha Elizabeth II, a única cliente que lhe faltava. 


 

 

Vestido usado por Elizabeth Taylor


A expansão da marca VALENTINO continuou com abertura de boutiques nos Estados Unidos e Japão. Nos anos seguintes introduziu em sua linha produtos como jeans braceletes e colares, camisetas, além de uma linha de decoração que incluía tecidos, estampas, papel de parede e móveis. Valentino viu a França e sua semana de moda, sempre a mais poderosa do mundo, curvarem-se aos seus pés. Nos opulentos anos 80, perfeitos para o criador expressar seus luxuosos conceitos, tornou-se o primeiro estilista italiano aceito sem restrições, já que apenas maisons locais, e desde que cumpram uma série de pré-requisitos, podem integrar o tão restrito universo da alta costura e estrangeiros só são bem-vindos como membros-convidados. Nada mais natural para quem tem a alta costura como fonte principal de criação e referência para todo o seu trabalho, do prêt-à-porter, passando pelos acessórios até os perfumes.
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 Valentino, Bolsas:

 





 










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No final desta década, realizou um desfile triunfal, com a coleção inspirada no Wiener Werkstätte, movimento artístico do início do século 20 formado por artesãos vienenses, com desenhos geométricos inspirados em mobiliário e arquitetura, bolas gigantes, listras largas e quadrados. Em 1991, um modelo de sua coleção de primavera-verão se celebrizou como um protesto à então recém-iniciada Guerra do Golfo: o Vestido da paz, um tubo de crepe branco com a palavra “paz” em 14 línguas, bordada na horizontal com pérolas prateadas e cinza e acompanhado de um mantô curto de cetim branco brilhante com a aplicação de uma pomba de pérolas. A relação de Valentino com o universo dos óculos começou na primeira metade dos anos 90, quando o estilista assinou um acordo de criação, produção e comercialização com a Luxottica e, em 1998, transferiu a licença para a Safilo. Tanto as armações de receituário quanto os óculos solares respiram o espírito de sofisticação e elegância luxuosa do estilista.

Coleção de Alta Costura (Inverno) 2012:
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No final dos anos 90, ele vendeu a marca para uma associação industrial comandada por um herdeiro da Fiat, que pretendia criar um grupo de moda. A estratégia não deu certo e acabou afundando a grife italiana, que já vinha sofrendo com a falta de recursos para competir no mercado mundial. Depois de alguns anos de crise, em 2002, a VALENTINO foi adquirida pelo Marzotto Group, conglomerado italiano de marcas de moda e no ramo têxtil desde 1830. Com a nova proprietária vieram muitas novidades, como em 2003, quando lançou sua marca jovem, a R.E.D. Valentino (do inglês, “vermelho”, fazendo uma alusão ao “Vermelho Valentino”) e, pouco depois o aclamado perfume V. Dois anos mais tarde, uma reestruturação do grupo reuniu suas marcas de moda (além de VALENTINO, há Hugo Boss, M Missoni e Marlboro Classics) em um “subgrupo”, o Valentino Fashion Group, que fechou esse mesmo ano com vendas de €1.72 bilhões, 9 mil funcionários em 23 países. E, para falar apenas de VALENTINO, a operação foi dividida em três frentes de negócio: a primeira é a VALENTINO em si (que compreende as divisões de maior prestígio, como alta costura, prêt-à-porter, acessórios, perfumes, óculos etc.), a segunda é composta por Valentino Garavani e Valentino Roma (divisão de malas bolsas e artigos em couro) e a terceira destina-se à marca de difusão e a R.E.D.
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Valentino, SHOES:
 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Nos anos seguintes a grife italiana experimentou um grande período de expansão com inauguração de lojas nas cidades de Bangkok, Honululu, Buenos Aires e Dallas. Em 2008, o estilista se aposentou e deixou a empresa. Mas, nessa altura, a marca VALENTINO já havia entrado para a história da moda.


Acessórios: 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Campanhas:



 

 


 

 
 

 

 
 

 

 

 

Perfumes: 

 

Valentino Eau de Parfum Valentino for women 

Valentino Gold Valentino for women 

 

Very Valentino Valentino for women 


Valentino Valentino for women 


-O império de VALENTINO estende-se de Nova Iorque a Moscou, com seus chiques produtos vendidos em 1.250 das mais badaladas lojas de departamento do mundo e através de 118 lojas próprias. A marca italiana está presente também em coleções de óculos, bolsas, relógios e acessórios, além de uma linha de cosméticos e de perfumes como Rockin Rose e V.




 

 




 

 

 


COLEÇÃO DE VERÃO, VALENTINO 2012:
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COLEÇÃO DE INVERNO, VALENTINO 2013:
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